Sobre bebês

Impressões rabiscadas às pressas para as ideias não se perderem (isso costuma acontecer muito com quem vive de cabeça pra baixo; sempre acontece comigo: as ideias caem)

Ontem vi algo até então inédito nestes meus vinte e cinco anos que são pouco, mas de todo jeito já são um quarto de século: um bebê vestido de preto. Não era qualquer bebê, era uma linda menininha com uma flor branca enfeitando o couro cabeludo ainda sem fios. Não era qualquer preto, era o preto brilhante de um vestidinho de veludo. Eu não soube, e ainda não sei, o que pensar a respeito, mas a cena já está devidamente classificada com alta pontuação na minha escala do inusitado.

***

Ainda sobre bebês, hoje levei minha curiosidade para passear pelos álbuns alheios do orkut e resolvi ver como estava o bebê de uma velha amiga. Só havia fotos da criança no álbum; na única fotografia em que minha amiga (maquiagem feita, grandes brincos prateados de estrela) aparecia ao lado da filha, era possível perceber seu braço esticado para segurar a câmera e, ao mesmo tempo, sair na foto. E o registro mais pungente era justamente o de todas as ausências que esse braço esticado, sem querer, revelava.

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~ por Thaís Emília em 03/03/2010.

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